Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens

Dilema: Psicopatia x Direitos Humanos

on sábado, 13 de dezembro de 2014
Talvez não exista distúrbio que fascine e amedronte tanto as pessoas como a psicopatia, ao menos a psicopatia em sua versão mais grave (como nos Serial Killers). Várias obras de ficção tratam do tema, só para citar algumas mais em evidência na atualidade:
  • A quadrilogia de "O Silêncio dos Inocentes" que conta a história do psiquiatra que é psicopata e canibal (Dr. Hanibal Lecter).
  • O seriado "Dexter", onde um policial extremamente íntegro ao descobrir cedo que seu filho (Dexter) seria um psicopata o treina para que ele direcione a sua psicopatia contra outros psicopatas, vindo seu filho a no futuro ser um policial que faz com os psicopatas o que eles fazem com suas vítimas.
  • A série "Dupla Identidade", produção da Rede Globo que conta a história mais clássica de um psicopata e que por ser transmitida em um meio de massas talvez aguce ainda mais essa discussão na população.
Enfim, é evidente que as pessoas sentem curiosidade e horror em relação aos psicopatas. Mas, se a ficção já agita as pessoas, quando ocorre um crime do tipo aí é que a população fica alvoroçada. Se no caso de Suzane Von Richtofen se trata realmente de uma psicopata ou de uma oportunista que cometeu um crime pensando no dinheiro e que eventualmente tenta passar a imagem de doente mental para conseguir algum benefício, não houve essa dúvida no caso dos canibais de João Pessoa ou no caso do psicopata da Baixada Fluminense que tem tomado os jornais nos últimos dias:

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-12-11/vamos-te-matar-dizem-moradores-de-bairro-onde-serial-killer-morava.html

Bem, como podemos ver na notícia acima, as pessoas logo começam a se questionar e buscar o que fazer com essas pessoas. Antes de pensarmos o que deve ser feito com tais pessoas, é necessário entender a doença e o que pode ser feito:

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2011/05/psicopatia-nao-tem-cura-e-um-modo-de-ser-diz-psicanalista-3323647.html

http://hospitaldoispinheiros.com.br/diagnostico-por-imagem/noticias/22152/

http://psicopatiaesociedade.blogspot.com.br/p/qual-o-tratamento-para-psicopatia.html

Dr. Hannibal Lecter, talvez o mais famoso psicopata do cinema.
É pública e notória a minha situação como ativista dos Direitos Humanos, o que está longe de ser "defender bandido", sendo algo que me faz ser contra penas irrevogáveis e perpétuas (afinal a pena deve ter três fins: proteção da sociedade, punição e educação)... Mas, se a psicopatia é incurável e um psicopata após sair da cadeia vai matar novamente (como o próprio psicopata da baixada já disse que saindo da cadeia voltará a matar), qual seria a solução? Pena de morte? Esta pode parecer a melhor alternativa, mas cai em um problema grave: E quando alguém for condenado por engano? Algo tão comum que algumas pessoas atribuem o fim da pena de morte no Brasil aos prováveis equívocos no caso da Fera de Macabu. Só para citar alguns casos de inocentes que foram condenados:

http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI161127,21048-Erros+judiciais+causam+danos+a+inocentes

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-02-15/inocencia-comprovada-dois-anos-apos-farsa.html

Vale lembrar que o psicopata não é um criminoso comum, o criminoso comum pode (se arrependendo ou não) largar o crime, mas o psicopata está condenado a repetir estes crimes por toda a vida. Creio que o debate esteja apenas começando, mas me parece que APENAS nos casos de psicopatia, seja válida a prisão perpétua (com tratamento psiquiátrico, como num manicômio judicial) com trabalho forçado (Gulag?) para custear sua estadia e tentar trazer algum benefício para a sociedade. Até o momento, apesar de estar aberto ao debate, esta me parece ser a única pena que ao mesmo tempo evitaria todos os problemas da pena de morte e garantiria a devida proteção para a sociedade.

Obs.: Vale lembrar que estamos tratando aqui da psicopatia mais grave e violenta, aquela que encontramos nos serial killers, como toda a doença existem vários graus de psicopatia. Apesar de alguns especialistas defenderem alguns tratamentos para amenizar a psicopatia, nenhum deles vê uma cura que realmente garanta que a pessoa possa se reinserir na sociedade. Segue um link da Associação Brasileira de Psiquiatria sobre o assunto: http://www.abp.org.br/portal/terapia-para-psicopatas/.

Está na hora da sociedade ter um amplo debate sobre essa questão!

A verdadeira revolução x os erros de princípios

on segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Creio que consegui falar um pouco desse tema no último post, ao explicar o que permite ao socialismo democrático ser por vezes até mais revolucionário que seus irmãos apregoadores da luta armada, no entanto desejo realmente falar um pouco mais sobre isso.

Obs.: Sugiro que ouçam a palestra do post anterior.

Uma sociedade fundada na competição entre seus membros será sempre autodestrutiva! Se em uma família houver competição entre seus membros, os membros mais fortes (os pais) ao invés de ampararem os membros mais fracos (bebês por exemplo) começarem a querer competir com os mais fraco, podem acreditar que em breve essa família estará reduzindo de tamanho. Não tardará a se transformar em ruínas a Igreja onde o clérigo quiser disputar quem vai ser mais espiritual com os fiéis, ao invés de auxiliar os mesmos em sua jornada (e deve ser por isso que Deus ao chamar São Francisco de Assis, em uma época de degeneração moral na Igreja, fala justamente: "Vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas"). Nem mesmo as empresas podem ter seus sócios competindo entre si por muito tempo.

A base da nossa atual é a barbárie, o apoio mútuo é solenemente ignorado e colocado em seu lugar o egocentrismo. Se ainda resta dúvidas sobre a tendência suicida de nossa sociedade, vale ler o que Thomas Malthus (um dos autores básicos para a economia, demografia e outras ciências que nos regem até hoje) em seu "Ensaio sobre o princípio da população" (conforme citação de Proudhon em seu Filosofia da Miséria): "... Um homem que nasce em um mundo já ocupado, se sua família não possui meios de alimentá-lo, ou se a sociedade não tem precisão de seu trabalho, este homem eu digo, não tem o menor direito de reclamar uma porção qualquer de alimento: ele está em demasia sobre a terra. No grande banquete da natureza, não há lugar para ele. A natureza ordena-lhe que se vá e não tardará ela mesma a colocar tal ordem em execução..."

Não é de se estranhar que, apesar de reconhecermos avanços em muitas áreas, vemos um aparente retrocesso em outras. Ex.: Nos sentimos como a geração com menos tempo disponível da história, mesmo que nunca na história a tecnologia tenha nos feito economizar tempo em inúmeras tarefas. Nos desumanizamos, passamos tão apressados pela rua que nem percebemos uma pessoa caída na rua necessitando de auxílio (e eu digo que eu passei por essa chocante experiência de ver que na pressa entre compromissos, eu havia passado por uma mulher que estava no chão gritando por socorro e eu passando a menos de 2 metros da mesma não a vi e nem ouvi. Foi uma experiência terrível e admito que me senti acabado por isso.). "Como o confessava outrora diante do parlamento inglês um ilustre ministro e como nós em breve demonstraremos, na sociedade atual o progresso da miséria é paralelo e adequado ao progresso da riqueza, fato que anula completamente o mérito da economia política." (Proudhon em "Filosofia da Miséria")

Nós socialistas erramos em focar tanto a tomada de poder e esquecer a tomada dos corações e mentes (sem ser com o objetivo de ganhar apoio, mas para libertar as pessoas e permitir que elas voltem para a humanidade plena), erramos em esquecer a velha lição jacobina sobre a "República das Virtudes", erramos por não percebermos algo que é falado desde tempos remotos. Ex.: Essa nossa desumanização e o nosso opressor interno estão plenamente explicadas no simbolismo de Adão e Eva sobre a corrupção humana e o já nascermos pecadores e necessitarmos da santificação (romper com o paradigma falido e usado até hoje).

Tomar o poder sem revolucionar o próprio ser humano, será perda de tempo e cedo ou tarde veremos o retrocesso (como a história tem mostrado nas experiências revolucionárias). Não estou sendo idealista, mas o materialismo puro (que ignora o poder das idéias) é insustentável.

Uma música que acredito ter muito a ver com esse tema é a música "Where is the love?" do grupo Black Eyed Peas:

É por isso que afirmo, se não trabalharmos para transformar os corações de pedra em corações de carne, se não retirarmos a competição da base de nossa sociedade e substituirmos a mesma pelo apoio mútuo... Bom, nesse caso não haverá revolução, teoria política/econômica que se sustente. Entendem o que faz o descaso com a educação integral do cidadão não ser mera coincidência? Entendem o que faz com que sejamos empurrados cada dia mais para situações que facilitam nossa desumanização?

Obs. 1: Não acho que toda a competição é necessariamente ruim, os esportes nos mostram muito bem isso, mas é sempre ruim quando a competição é a base da sociedade.

Obs. 2: Esse tema evidentemente não acaba aqui...

A chantagem sentimental e desonestidade intelectual de nossos reacionários

on domingo, 9 de fevereiro de 2014
Após o caso dos justiceiros do RJ vimo do dia pra noite uma série de comentários reacionários, hipócritas e falaciosos sobre a ação.
"Criminoso tem mais é que apanhar"... Criminoso é quem comete crime (qualquer um deles), então se você tem CD pirata em casa, baixa filme da internet sem pagar, ... Você é um criminosos também! E sabe o que mais? Os justiceiros também! Eles agiram tão fora da lei quanto qualquer assaltante.

A Ku Klux Klan também fazia seus serviços de justiceiros...
"Queria ver se fosse com alguém da sua família"... Entendo em uma situação de estresse alguém perder o controle, porém isso não dá o direito de o Estado perder o controle e nem eu ou você sairmos de casa com armas na mão para matar quem acharmos que devemos... Lei e Ordem é algo FRIO e não cabeça quente...

 Olhe quantas bobeiras vemos em uma mesma postagem (em uma página facistóide que tem por aí) OBS.: O Nome "Amigos do PSB" está aparecendo pois eu cliquei no link desse grupo onde fui alertado sobre tal publicação e o Facebook ficou mantendo o nome, mas a publicação não tem nada a ver com o PSB (Partido que inclusive sou filiado, mas isso não vem ao caso).



A) Direitos dos "manos"... Curioso que a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e N ativistas de solidarizaram com a família, salvo engano até o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) fez um discurso sobre...  Então a imagem é APENAS SENSO COMUM COM ACUSAÇÕES FALSAS.

B) Olhe o comentário do cidadão ao lado... Temos ali já 3 coisas bizarras. 1) O (H)aiti para ele fica na África... Sim, sou professor de Geografia e isso faz toda a diferença. 2) No mundo desse cidadão você compra uma casa ou carro sacando o dinheiro todo no Banco e saindo na rua serelepe. Claro, afinal pessoas pobres e trabalhadoras tem dinheiro pra comprar uma casa (em plena bolha imobiliária) à vista (e não existe limite de saques no banco). 3) "Ambulantes que vendem contrabando", taxar os vendedores de Chiclete dos trens de contrabandistas é um pouco forte, né?

Os mesmos valentões que saem por aí enfiando a porrada em qualquer ladrãozinho de boné importado, é frouxo na hora de enfrentar políticos corruptos... Se você não tem coragem de bater no Cabral e Paes, mas tem de bater em um pivete, você é apenas um hipócrita!



Esse daí é o modelo de "Bom Cidadão" dos PitBoys justiceiros... (Foto do Jornal da Ku Klux Klan)

Queremos ORDEM ou DESORDEM? "O problema dos justiceiros e das pequenas corrupções"

on quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Nos últimos dias estamos vendo muitos casos de "justiceiros", podemos destacar o caso do menor acusado de roubo no Flamengo e que foi agredido e preso no poste tal como se fazia com os escravos no passado, mas também não podemos esquecer do caso da execução realizada no bairro da Prata (Belford Roxo) em plena luz do dia.

A existência de crimes (inclusive os crimes de vingança) é algo extremamente antigo, o que me incomoda mais é que tais comportamentos tem sido extremamente APLAUDIDOS e ai de quem lembra que os justiceiros estão sendo tão criminosos quanto os que eles atacam: "Tá com pena? Leva pra casa!"

Interessante que as mesmas vozes que clamam pela barbárie contra qualquer peixe pequeno, depois passa a mão na cabeça de políticos corruptos ou de celebridades que cometem crimes (tipo o Justin Bieber), duvida? Compare as opiniões de Rachel Sherazade:





O que precisamos entender é que em nossa busca por ORDEM não devemos apelar para a DESORDEM, devemos lutar pela melhoria constante da legislação e sua fiel aplicação. Você não acha perigoso trocar o senso de justiça coletivo com base no Estado Democrático de Direito e no respeito aos direitos dos cidadãos por um senso de justiça extremamente privado? Se você ainda acha que é válido sair matando qualquer um pelo que eu achar certo, tenho que te dizer que algumas pessoas também tinham essa mesma visão de "justiceiro":
http://extra.globo.com/noticias/rio/relembre-caso-da-domestica-sirlei-agredida-por-cinco-rapazes-na-barra-730884.html

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,agressores-de-prostitutas-iniciam-servico-de-limpeza,81128,0.htm



Sabe o que todos esses tinham em comum? Todos queriam "limpar" a sua área e agiam com base no seu senso de "justiça" pessoal ignorando completamente a lei e a justiça coletiva. Se dependermos deles a sociedade vai caminhar cada vez mais para a barbárie e não para a ORDEM.

Sobre as declarações de Rachel Sherazade é interessante que até o sindicato de sua categoria ficou indignado com a mesma:
http://jornalistas.org.br/index.php/nota-de-repudio-do-sindicato-e-da-comissao-de-etica-contra-declaracoes-da-jornalista-rachel-sheherazade/

O pensamento dos "justiceiros"

Não é possível querer o cumprimento da lei se desrespeitamos as mesmas, não dá para querermos o fim da corrupção se cometemos pequenas corrupções (suborno, tentar se aproveitar de alguém ou algo, ...) diariamente, não dá para querermos algo se fazemos o oposto disso. E sim eu também como todo cidadão tenho medo da violência e quero a punição dos criminosos, porém DENTRO DOS RIGORES DA LEI.

#SemMedoDaDemocracia

on sábado, 11 de janeiro de 2014
Faz um tempo que ouvi de um liberal/libertariano que a solução para a pobreza era o governo vender tudo, depois pegar o dinheiro e distribuir entre os pobres... Obviamente eu disse que supondo que isso fosse suficiente para eliminar a pobreza, sem saber como usar corretamente o dinheiro, em pouco tempo todos voltariam ao estágio anterior (e agora sem amparo governamental) pois não adianta de nada ter e não usar corretamente.

De forma muito parecida vive a nossa democracia, estou falando além de eleições, vemos a cegueira (que é pior que a ignorância) entranhada em nossa sociedade. Abusos em travestir a libertinagem de liberdade (no caso por exemplo dos politicamente incorretos tipo Rafinha Bastos) ou até nos fundamentalismos mais cegos que o da Al-Qaeda. Vou falar de alguns:
O governismo PTista é um dos mais cegos que temos, qualquer coisa que o governo faz é automaticamente progressista (até defender o Sarney) e qualquer um que se opõe é automaticamente de direita...  (Alguns partidos de ultraesquerda tem o mesmo pensamento na questão de que quem não é do partido é de direita) Para esses se o PSB, PSOL, PSTU, PCO, Papa Francisco ou qualquer outro lançar candidatura contra o PT ou ao menos criticar estão todos comprados pela direita...
Quer vencer os intolerantes e opressores? Seja mais intolerante e opressor que eles... Esse é o grupo que pega uma cartilha e só sabe dar porrada nos outros... Você tem algum argumento racional/filosófico/científico para ser contra o aborto? Azar o seu, será ignorado e atacado... É cristão ou qualquer outra coisa que eles considerem do status quo (filiado ao partido X ou Y, do Grupo X ou Y)? Não tem o direito de ser progressista e será automaticamente atacado por generalizações, afinal para esses até a "Teologia da Libertação" é responsável pela inquisição. É a galera do Femen (mesmo que não seja filiada realmente ao grupo) e que tem um comportamento que só serve pra afastar aliados e queimar o filme de causas sérias.
Uma seita braba é aquela que tenta condenar tudo que os animalistas fazem, é a galera que no instituto Royal tentou dar uma de cientificista e quando falhou ainda tentou usar argumentos toscos do tipo "e os ratos?" (ignorando que os ativistas tentaram salvar eles também mas não conseguiram)... Lembra dos trolls que só ficavam zuando vegetarianos falando de bacon, MEAVELS e etc? Pois é, são a versão piorada dos trolls pois eles acham doentiamente que estão falando uma nobre verdade ensinada por Buda e inquestionável (a "ciência" deles é mais dogmática que as religiões mais obscurantistas que já vi) e nem adianta tentar questionar com zilhões de artigos científicos, eles vão fingir que não viram e te atacar com argumentos em círculos ou apenas ofensas mesmo.
A seita do "não toqueis no ungido" ("não toqueis na arca") é uma seita bem chatinha também, para ela o que qualquer pastor (deles) disser ou fizer está correto e mesmo os erros óbvios demonstrados são ignorados com desculpas esfarrapadas do tipo : "isso é entre ele e Deus, não julgue pra não ser julgado", "não toque no ungido", "Você está tocando na arca" e por aí vai... São para a religião o mesmo que os governistas citados acima... Esquecem que "A verdade vos libertará" e que é dever do cristão denunciar os falsos profetas e corrigir fraternalmente o irmão que está em erro...
Já ia esquecer as Olavettes, os fanáticos seguidores de Olavo de Carvalho ("filosofo" sem formação, moralista que só sabe xingar, reconhecido apenas pelos seus trabalhos em astrologia, tem um vlog que permite a piadinha com o programa de TV ICarly transformado em ICarvaly...), esse grupo é uma versão piorada dos fundamentalistas reacionários bolsonaristas por ainda acreditarem em teorias da conspiração e acharem que o Foro de São Paulo é um clube secreto e não uma organização com tudo divulgado em seu site oficial... Olavettes não tem argumento, vão te ofender e dizer que você está comprado pelo PT e pelas FARC... Ah sim, o PSDB para eles é um fantoche de Cuba para enganar que no Brasil existe oposição ao PT...


Ainda vale lutar por uma sociedade #SemMedoDaDemocracia, com pessoas que saibam conviver com as diferenças, argumentar racionalmente e principalmente que saibam ser críticas até sobre si e seus aliados/amigos. Precisamos salvar os ideais democráticos, não só nas eleições, mas no nosso cotidiano.

Você ainda acredita na benevolência da indústria farmacêutica?

on terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Quando ocorreu a invasão ao Instituto Royal logo vimos alguns querendo defender, em alguns momentos de forma ingênua e em outros de forma maldosa, que os cientistas não são monstros e que o questionamento sobre ética na ciência é coisa de fundamentalistas quase-religiosos (para repetir o termo utilizado pelo PCO que colocou os ativistas pelos direitos dos animais como defensores de uma ditadura religiosa).

De fato os cientistas não são monstros e nem por isso são santos, cientistas são seres humanos e como todos os outros estão sujeitos a venderem (ou não) seus princípios em troca de algum favor ou dinheiro, além do fato de que como outros seres humanos alguns cientistas podem sim ser psicopatas (embora esse último caso nem seja relevante para a questão aqui levantada).

Alguém tem dúvidas de que cientistas podem causar o mal se não estiverem amparados em fortes princípios éticos/morais? A Alemanha Nazista seria um bom exemplo de que a ciência, por ser naturalmente neutra, pode ser utilizada de forma muito ruim: http://www.muitointeressante.com.br/pq/perguntas/quais-foram-as-experiencias-feitas-pelos-medicos-nazistas-durante-a-ii-guerra-mundial

http://obscura.comunidades.net/index.php?pagina=1092916709

Sabe quem é esse simpático idoso? Josef Mengele um dos médicos nazistas que fez as mais absurdas experiências (ex.: trocar os olhos de gêmeos), tudo em nome do "progresso da ciência". Ciência sem ética = Ciência Nazista, mesmo que por vezes os cientistas em questão possam ser pessoas aparentemente boas.
Mas se você acha que lembrar a Alemanha Nazista é apelação (mesmo que contra fatos não possam existir argumentos), podemos lembrar dos médicos que ajudaram torturadores na ditadura militar brasileira e em diversas outras ditaduras colocando sua ciência para auxiliar a opressão.

Aliás, para quem quiser, vale lembrar o filme o Jardineiro Fiel que já denuncia um pouco dos abusos cometidos pela indústria farmacêutica.

Mas, chegando ao ponto chave, muitos educadores a muuuuitos anos vem denunciando o abuso de se diagnosticar crianças com TDAH (ou ás vezes até outras doenças) e entupir elas de medicamentos, crianças perfeitamente normais e por vezes apenas agitadas/bagunceiras ou simplesmente cansadas pela excessiva carga de atividades e ausência dos pais. Crianças normais que estão sendo DROGADAS para DEIXAREM DE SER CRIANÇAS, sim estas medicações em crianças podem atrapalhar o desenvolvimento e até a PERSONALIDADE. Mas o melhor é que o TDAH é uma fraude (maior do que a que já vinha sendo denunciada):

http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2013/05/inventor-do-tdah-confessa-farsa-da.html

http://equilibrando.me/2013/05/19/um-outro-lado-do-tratamento-do-tdah/

http://ipitanga.com/blog/deficit-de-atencao-e-uma-doenca-ficticia/

Maaas para não dizerem que é mimimi esquerdista, faço questão de citar um notório site direitista:

http://www.midiasemmascara.org/artigos/ciencia/14768-pai-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-se-declara-um-mentiroso.html

Exatamente, por conta dos interesses da indústria farmacêutica nossas crianças vão sofrer com sequelas graves pelo resto da vida e tudo para curar uma doença inventada pela mesma (e que se não fosse inventada pela mesma teria ao menos diagnósticos extremamente falsificáveis para atender aos interesses da mesma). Então você ainda acredita que cientistas não podem cometer absurdos apenas para defender interesses escusos?

OBS.: Vale lembrar que a ciência é por natureza neutra e pode ser usada para o bem ou para o mal dependendo de quem for usar a mesma. Justamente por isso precisamos reforçar os limites éticos da ciência para que ela seja usada de forma correta!

A maldita pornografia de vingança e o julgamento contra as vítimas...

on domingo, 15 de dezembro de 2013
            Faz pouco mais de um ano que escrevi um texto para o boletim da comunidade cristã onde eu congrego (ambas as paróquias citadas atualmente se fundiram na paróquia anglicana Bem-Aventurada Virgem Maria no bairro de Sulacap, Rio de Janeiro/RJ.) e obviamente o texto era mais voltado para o público cristão.
            Infelizmente hoje, quase um ano depois, já me deparei com mais um caso parecido (onde uma menina tinha seu perfil no face divulgado junto com um vídeo íntimo e debochavam dela por ela postar frases de filósofos consagrados e ter sido filmada, como se fazer sexo fosse algo detestável e/ou que torna alguém pior de alguma forma. O mais curioso é que os comentários contra a menina por ela fazer sexo são feitos por pessoas que NÃO SÃO CELIBATÁRIAS).

In loving memory of Amanda Todd. Rest In Peace.


"As lições de Amanda Todd para a Igreja

Temos visto nos noticiários algumas notícias sobre a jovem canadense Amanda Todd, de apenas 15 anos, que se suicidou após quase 3 anos de perseguição. Amanda era uma garota normal, porém vítima de uma tendência cada vez crescente entre jovens. Um dia ao cair numa besteira, aos 13 anos, tomada pelos elogios de um homem (que a elogiava exaustivamente), acabou exibindo os seios para ele por alguns segundos, o que seria seu calvário até à sua morte. Passado algum tempo começou a receber ameaças de alguém que conhecia todos os dados dela (nome, escola, endereço, nomes dos amigos, rotina): ou ela passava a fazer shows particulares para o mesmo ou ele espalharia para o mundo as imagens dos seios dela.
            Até aí seria apenas um maníaco agindo, porém o que veio a seguir foi pior. Ela simplesmente começou a ser excluída por todos, passou a ser julgada (ou melhor, condenada) diariamente por todos. Os "santos" defensores da moral e dos bons costumes não pararam para refletir sobre aquela vida, não, eles quiseram a agredir e humilhar de todas as formas. Ela passou a ter que ficar fugindo de escola em escola sem conseguir se enquadrar em local nenhum, pois até mudando de cidade em pouco tempo seu perseguidor conseguia disseminar tudo naquele local e ninguém a apoiava, não havia uma mão para se aproximar, para levantar a menina, pelo contrário ainda houve quem fingia se importar para se aproveitar sexualmente dela. Após chegar a sofrer inclusive agressões físicas, acabou se envolvendo com álcool e drogas, tentou algumas vezes o suicídio, porém ao invés de apoio ela recebeu inúmeras mensagens pela internet dizendo que ela deveria tentar tomar outro veneno melhor e que torciam para que ela morresse... Ela fez um vídeo no youtube com um pedido de socorro contando sua dor, ela tinha a esperança também de, talvez, ajudar alguém com aquela história (nem que fosse ela mesma)...
            Porém mesmo desabafando no vídeo sobre sua solidão ela só recebeu mais mensagens falando que ela era odiada e que ninguém a aceitava. Eis que um mês após o vídeo ela se enforcou. Um mártir da perseguição implacável de uma sociedade com valores trocados e que prefere esmagar uma garota de 15 anos por um erro do que ajudar, uma sociedade que se diz cristã, mas prefere tacar pedras ao invés de acolher.
            Mas afinal quais são as lições para a Igreja (que se quer ser fiel a Cristo deve ser um local para todos os sobrecarregados, para os que sofrem serem acolhidos)?
1) Vamos nos despir da maldade travestida de santidade. A santidade nunca pode gerar arrogância ou condenação, a santidade só pode ter como frutos: amor, paz, mansidão, … Não permitamos mais que as pessoas sejam excluídas e humilhadas por quaisquer motivos (etnia, orientação sexual, erros do passado etc). Se Jesus acolhe, o que exclui não é santidade e sim arrogância demoníaca.
2) Nenhuma doutrina pode superar o amor, mesmo que bíblica, ou cairemos na blasfêmia. Vale lembrar que São Paulo mesmo diz que entre a Fé, a Esperança e o Amor, o maior é o Amor. O Diabo usou de passagens das Escrituras para tentar Jesus e Jesus também repreendeu São João, quando ele queria castigar pessoas se baseando em uma passagem das escrituras.
3) A missão que Deus confiou a Igreja é a de salvar todas as pessoas. Falhamos em garantir que Amanda desfrutasse de vida e vida em abundância, porém existem muitas “Amandas” por aí.
4) Muitos diriam “Mas a Igreja estava lá pra consolar ela, ela que não quis ir.” Então, temos 2 problemas:í 1º O que tem feito com que nossas igrejas não sejam consideradas pelas pessoas um local de apoio mútuo? 2º Jesus disse “Ide” e não “sentai e esperai”. Devemos ficar de braços cruzados vendo o sofrimento alheio ou devemos nós mesmos correr atrás de ajudar aquela pessoa?

Que Deus em sua misericórdia nos perdoe por nossas falhas enquanto cristãos e receba em sua glória todos os que são martirizados diariamente por diversos tipos de perseguição." Por Morôni Azevedo de Vasconcellos, publicado no Boletim das Paróquias do Bom Jesus e Mediador (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) Ano 3, número 117 – 28 de outubro a 03 de novembro de 2012

Neste ponto reforço aqui todo o meu apoio ao deputado federal Romário (PSB-RJ) em sua luta para criminalizar a pornografia de vingança. Segue o link sobre a proposta:
http://www.romario.org/portfolio/all/pornografia-de-vinganca/


OBS.: A criminalização é MUITO importante, mas mais importante é a conscientização para evitar tais problemas. Assim sendo, espero que esse post possa iluminar alguém para que não cometa esta estúpida perseguição que acaba com a vida de muitas pessoas...

A culpa é do professor? Eles não sabem o que falam...

on terça-feira, 19 de novembro de 2013
É...
Por 2 vezes* eu já abordei aqui no blog um pouco do tema, mas agora precisarei me aprofundar um pouquinho mais...

Existe uma cultura de colocar o professor como culpado por todas as mazelas do mundo. Alguns textos demagógicos (travestidos de pedagógicos) nos fazem até pensar que o mundo seria melhor sem professores, que segundo tais textos são seres sádicos que enfrentam as piores condições de trabalho no serviço público sem retorno e nem reconhecimento apenas para atrasar o país.

Não estão acreditando? Se prepare:
http://www.jogodopoder.com/blog/politica/brasil-reprovado-o-custo-do-atraso-escolar/

O texto acima é o típico texto em que as demandas do povo ficam em segundo plano e o mais importante é o corte de gastos... Mas para evitar injustiças vamos analisar o texto:

  • Ele foi escrito para um jornal de economia e não para um veículo pedagógico (onde facilmente seria ridicularizado por educadores sérios), logo já vemos qual é a prioridade do texto: capital sobre o social...
  • Foi escrito por um presidente de uma ONG que tem projetos com um teor tão tecnicista não parecem ter sido feitos por ninguém da área da educação,  aliás logo na página principal do site eles se usam como referência o Sr. Richard Murnane da Universidade de Harvard que ao olhar no site da própria Harvard descobri que ele é um ECONOMISTA! E a fórmula + dinheiro - educação continua...
  • O texto começa tirando vários números da cartola e fazendo vários cálculos sem demonstrar exatamente como ocorre e qual a base disso tudo. Tem tudo para ser facilmente manipulado! Sem falar que o texto é escrito de uma forma maldosa na sua relação entre número de professores contratados e ineficiência, número de sala de aulas e ineficiência. O que seria eficiência? 200 alunos em 1 sala de aula com 1 professor? Temos muitos pontos para discutir aí....
  • Em seguida ele tenta fazer um alarme sobre o número de alunos com atraso de escolaridade. Mas faltou ele diferenciar alunos que entram na escola já com uma idade avançada, alunos que eventualmente param de estudar (para trabalhar por exemplo) e retornam mais a frente e os que efetivamente estão atrasados por reprovação.
  • Em seguida ele se contradiz, fala que se o critério para reprovação fosse a aprendizagem ela deveria ser muito maior, mas termina dizendo que a aprovação automática é o ideal... Ou seja, bom é passar o aluno mesmo que ele nada aprenda? Interessante que essa ideia da aprovação automática é sempre empurrada goela abaixo das escolas "para pobres" (públicas ou particulares) enquanto as tradicionalíssimas escolas "para ricos" estão querendo mais é reprovar e continuar sendo uma escola de referência. Para os pobres pode ser de qualquer jeito e para os ricos não?
  • O escritor fala de reprovação em massa... Creio que ele nunca tenha sido professor na rede pública... Sofremos pressões diárias sobre as notas dos alunos, professor que dá nota baixa é logo taxado de incompetente e sofre todo o tipo de represálias e pressões... Só um louco/chato como eu é que insiste em reprovar algum aluno. Em algumas redes a reprovação do aluno pode impedir o professor de ter acesso a certos benefícios e em outras se o aluno nunca foi em nenhuma aula de todas as disciplinas e resolver aparecer só em 1 (ex.: Educação Física) e passar nela ele vai passar de ano em tudo... Em Queimados-RJ por exemplo é proibido dar 0 para um aluno, mesmo que ele nunca tenha aparecido na aula.... O texto só está defendendo os interesses de nossos políticos de ficarem bem nas estatísticas sobre educação e deixar o povo a instrução adequada.
  • Ele levanta o argumento de que bons alunos tendem a melhoras os piores alunos, mas esquece que o inverso também é muito observado...
  • Por fim ele continua usando argumentos para defender que se coloque o professor como refém e que o importante é sair aprovando os alunos indiscriminadamente para evitar a evasão. Pena que isso gera uma evasão de espírito onde o aluno vai para a escola determinado a não participar daquilo já que de qualquer forma ele será aprovado. Além de reforçarmos a cultura da impunidade que é um mal tão grande em nossa sociedade.




Mas relaxe, temos outras pessoas prestando serviço para os nossos políticos, descompromissados com uma educação de qualidade para o povo, e um desserviço para a educação em geral. Esse blog merece nota zero por tudo que posta, mas vou destacar o quanto ele deseja formar pessoas inconsequentes:
http://professornotazero.blogspot.com.br/

Mas a luta continua contra aqueles que insistem em querer o pior para o nosso povo mais sofrido. Continuaremos lutando contra esse abuso da aprovação automática, contra




*Postagens relevantes:
http://professormoroni.blogspot.com.br/2013/09/desabafo-conscientizador.html

http://professormoroni.blogspot.com.br/2013/09/jonas-os-professores-e-uma-outra-evasao.html

Sobre a militarização policial e a guerra nas ruas

on terça-feira, 8 de outubro de 2013
Antes de mais nada quero informar ao leitor que estou ciente que o debate sobre a desmilitarização da PM (No caso da Polícia Militar e não do Partido da Mídia que também necessita ser desmilitarizado) e portanto não pretendo "chover no molhado". Então já antes de começar a falar por mim deixo uma matéria interessante:
Agora vamos ao que eu mesmo tenho para falar sobre o assunto:

1) A desmilitarização da polícia militar, ao contrário do que muitos dizem, seria na realidade muito positiva para os PRÓPRIOS policiais militares. Como assim? Simples, se os policiais fossem civis e não militares já estariam livres do peso da hierarquia militar e teriam direitos como TODO E QUALQUER CIDADÃO. Teriam direito de realizar greves, sindicalização, participação em partidos e outros direitos que são plenamente compatíveis com o exercício policial, assim como já ocorre com os policiais civis.

2) Colocando na balança as vantagens e desvantagens de ser regido pelo Direito Militar (aliás a existência de duas classes de cidadãos já é algo por si só que merece ser discutido) veremos que as vantagens beneficiam muito pouco o policial íntegro (mas beneficiam bastante o policial corrupto/autoritário) enquanto o inverso ocorre com as desvantagens.

3) A existência de militares estaduais é uma aberração jurídica fruto da república velha e não da ditadura militar como muitos dizem erroneamente. Os Estados não podem ter tropas, não é concebível a ideia de um exército estadual capaz até de permitir ao governo do Estado já ter suas forças armadas para combater o Exército Nacional em caso de secessão. Embora improvável nos dias atuais a existência de militares estaduais ameaça a integridade do território nacional. Aliás a existência de tropas estaduais atiça o desejo de ter "tropas" municipais (num processo continuo de militarização da Guarda Municipal) como o que era o desejo do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia e de forma discreta do atual prefeito Eduardo Paes que inclusive criou um Grupamento de Operações Especiais (similar ao BOPE e ao CORE). Ouso dizer que não há militares estaduais em nenhum outro país do mundo. Já imaginaram se o presidente dá uma ordem e o governador uma contrária? Teremos a Polícia Militar e a Polícia Federal (ou até o exército) trocando tiros na rua.


4) As funções de militar e de policiamento são plenamente incompatíveis (ao menos no caso do policiamento em áreas civis urbanas e em tempos de paz). Militares são treinados para a guerra, para o confronto, para eliminar o inimigo e policiais não devem ter inimigos (mesmo os criminosos não são condenados pela polícia, ela apenas garante que o suspeito ou o pego em flagrante seja encaminhado ao poder judiciário). A função de policiamento deve ser exercida por um profissional habilitado como qualquer outra e não por um militar cegado pela hierarquia e brutalizado pelo treinamento. O militar ele é treinado para eliminar o inimigo e fazer o que tiver que fazer para isso, até plantar provas como no caso do Major Pinto que plantava provas em manifestantes no Rio de Janeiro, arbitrariedades, execuções (Amarildo) e todo o tipo de violência (vide o PMERJ que "chamou para a mão" o deputado Chico Alencar).Ao redor do mundo você normalmente só vai encontrar polícias militares, como a Gendarmaria da França, ou trabalhando em policiamento de áreas de fronteiriças/rurais ou então como polícia interna das forças armadas.

5) A existência de duas polícias com procedimentos tão diferentes nos faz ter que ver cenas patéticas como policiais militares e civis se enfrentando nas ruas.



6) De fato a desmilitarização sozinha não resolve todos os problemas (embora ajude), é necessário desmilitarizar a cultura de nossa sociedade e da polícia que é um reflexo dela. A própria Polícia Civil também age de uma maneira bastante militarizada vide a existência do CORE e o caso da execução do traficante Matemático.


Vale lembrar que estes 6 pontos que levantei não encerram o debate, muitos outros poderiam ser levantados (e serão no momento oportuno). Encerro complementando o 6º argumento que coloquei acima com uma matéria muito boa sobre essa questão da "militarização cultural" voltada para a eliminação de direitos de indivíduos. Espero que esta matéria nos ajude também a começar a identificar a militarização cultural na mídia e que possamos trabalhar pelo fim da PM (tanto a Polícia Militar quanto o Partido da Mídia) e que construamos uma polícia civil, unificada, eficiente e que valorize os cidadãos.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/matamos-amarildo-1601.html

Jonas, os professores e uma outra evasão escolar

on domingo, 29 de setembro de 2013
"A palavra de Javé foi dirigida a Jonas, filho de Amati, ordenando: "Levante-se e vá a Nínive, a grande cidade, e anuncie aí que a maldade dela chegou até mim". Jonas partiu, então, com intenção de escapar da presença de Javé, fugindo para Társis. Desceu até Jope e aí encontrou um navio de saída para Társis. Pagou a passagem e embarcou, a fim de ir com eles até Társis, para escapar assim da presença de Javé."
(Jonas 1:1-3)

O livro de Jonas é de fato muito interessante, até mesmo para quem não é cristão, ele conta a história de um profeta (que ao contrário da crença popular não é uma espécie de magico que advinha o futuro, o profeta é quem deseja colocar a sociedade de volta nos trilhos através da denuncia dos erros e do anúncio da verdade. Uma ótima descrição do que é ser um profeta está na música do Pe. Zezinho, SCJ http://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/manda-profetas.html ) que tenta fugir do seu chamado, abandonar a sua vocação que Deus lhe havia dado.

Mesmo que por motivos completamente diferentes, hoje, vemos uma preocupante evasão nas escolas, só que não estou falando da evasão de alunos e sim de professores. Vários professores são obrigados a fugir daquele chamado que receberam quando decidiram dedicar anos de estudos e esforços contínuos por sentirem que não dá mais para continuar. Triste situação a nossa de tantas vezes tentarmos olhar para o céu e perguntar a Deus o que fez com que ele nos deste essa complicada vocação, tão complicada que por vezes você acaba tendo que ser profeta e se não tomar cuidado acaba virando mártir. (Isto é o que pensa o professor que é religioso, o que não é deve pensar onde ele estava com a cabeça de ter escolhido esta carreira.)

Imagine que eu lhe faça a oferta para se matar de estudar por anos para encarar uma tarefa que naturalmente é estressante e que você não vai receber a menor estrutura para trabalhar, falando em receber o salário será muito inferior ao que o mercado paga aos seus amigos que não se esforçaram a metade do que você se esforçou. Tal oferta tão ruim ainda é piorada pela pressão e assédio constantes que você irá sofrer e para fechar com chave de ouro nem vão reconhecer o quanto esta oferta é no mínimo cretina.

Pois é não é de se estranhar que hoje quase metade dos nossos professores, tal como Jonas, não querem seguir a vocação para a qual eles nasceram e que é tão importante para a sociedade. A diferença é que o profeta Jonas não queria fazer o que tinha que fazer apenas por não querer ajudar o povo de uma cidade que ele detestava, no nosso caso os professores desistem pois tudo o que o Estado (e a Sociedade por trás dele) faz é inviabilizar o magistério em todos os aspectos até tornar a situação insustentável e o professor ou desiste de tudo ou enlouquece de vez. Cansa ver tanto descaso, tanto desvio de verba, tanta hipocrisia e perseguição contra os profissionais da educação. Um dia cansa você ver que a merenda não chega e que os professores tem que fazer um rateio entre si para que alunos carentes não passem fome na escola.


Seguem algumas notícias falando do assunto:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/195/adeus-docencia-292321-1.asp
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-evasao-no-magisterio-publico-,1070635,0.htm
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1392135&tit=Evasao-em-licenciatura-chega-a-39

Termino com essa postagem com a reflexão de até quando aceitaremos o descaso com a educação que faz com que muitos dons e talentos se percam e que várias pessoas que poderiam estar fazendo a diferença em nossa sociedade acabam por desistir de tudo. É isso que queremos? Que sociedade vai surgir deste descaso?


OBS.: Apesar de em vários momentos eu já ter me questionado muito e o desânimo ter falado muito alto, eu sempre tentei manter firme em minha mente que a minha motivação é maior e que se eu tenho essa vocação eu devo usar ela da melhor maneira o possível custe o que custar mesmo que isso por vezes me prejudique bastante. Já que não estou aqui para brincadeira então só me resta lutar e continuar este trabalho no blog que visa ser profético (pela denúncia e pela esperança que pretende avivar nos corações de outros colegas) mas que também abre brechas para o martírio (a represália é sempre uma possibilidade para os que não se conformam com os erros de nossa sociedade.). E vamos à luta! (http://letras.mus.br/gonzaguinha/259335/)

Um exército de feridos

on sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vou abrir uma brecha neste blog para tratar de um assunto que não é tão relevante mas ao mesmo tempo é bastante relevante para a educação.
Existe uma frase que eu desconheço o autor que diz: "A Igreja é o único exército que deixa seus feridos para trás.", Infelizmente sou forçado a discordar desta frase e dizer que não é apenas a Igreja que deixa seus feridos para trás.

A Igreja, a Maçonaria e as ordens paramaçônicas, os partidos, as escolas e tantas outras instituições abandonam seus feridos (às vezes sem perceber ou sem saber o que fazer com eles), na maior parte das vezes na inocência, mas mesmo assim não conseguem reabilitar adequadamente seus membros que ficaram decepcionados, feridos, desgostosos.

Vale ressaltar que não estou falando dos amotinados interessados em gerar destruir tudo ou nos "criadores de caso" que apenas estão preocupados com seus próprios interesses. Eu falo daqueles fiéis e sinceros membros que se dedicaram (ou ao menos acreditaram) ao máximo nos ideais mas (ás vezes até por falta de discernimento e/ou maturidade suficiente) não conseguiram entender que em todos os locais existem "frutas podres" e que todos os locais precisam que as pessoas estejam firmes nos ideais justamente para evitar a proliferação da corrupção ideológica/institucional e combater (ou se possível converter) os maus elementos internos.

Mas e na escola? Na escola a situação não é muito diferente. Não conheço um professor por mais linha dura que seja (não disse que não existem, mas apenas que não os conheço) que não se sente mal, desiludido, decepcionado, frustrado quando um aluno não consegue aprender adequadamente, quando um aluno tira notas baixas, repete ou simplesmente abandona a escola. O dia-a-dia da escola (e em especial os períodos de avaliações) nos coloca em um dilema muito complexo: De um lado o paternalismo escolar tão incentivado pelo governo e certos "gurus da educação" que querem apenas dizer que todos estão passando mesmo sem nada aprenderem e do outro lado o rigorismo pedagógico que nasce nos corações de muitos professores como reação ao paternalismo escolar e também pela pressão dos concursos. Achar um equilíbrio adequado é uma tarefa ingrata, sem fórmulas prontas e que quase nunca é bem vista.

Mas então qual é a solução? Estou longe de querer me achar superior ao resto da humanidade e trazer soluções prontas para problemas filosóficos tão complexos. Mas é fato que esse problema dos que se perdem no caminho é um problema urgente dentro e fora do âmbito escolar e que infelizmente quase ninguém sabe o que fazer adequadamente. Que tal começarmos a refletir e debater isto nas diversas instituições que participamos?