Mostrando postagens com marcador transportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transportes. Mostrar todas as postagens

Desperdício: Trens da SuperVia leiloados como sucata!

on sábado, 25 de julho de 2015
Recebi recentemente, através da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, um e-mail de grande relevância do sr. Antonio Pastori e vou usar meu blog para ajudar na divulgação desta mensagem:

Prezado Secretário Osório,

Tenho recebido dezenas de e-mails de pessoas, e entidades preservacionistas, indignadas com o leilão de trens da Supervia, autorizados pelo Estado.

Indignados porque esse material foi considerado - erroneamente! - como inservível e será vendido a preço de sucata de ferro.

Ledo engano, pois essas "velhas caixas metálicas com rodas de metal", tem durabilidade secular (que o diga os Ingleses, com seus tesouros ferroviários preservados e em operação até hoje)  e podem ter serventia mais nobre antes de serem irremediavelmente picotas pelo maçarico.

Saiba, senhor Secretário, que uma das maiores dificuldades para implantação de dezenas de projetos de TTR-Trens Turísticos e Regionais, assim como projetos culturais, é a falta de material rodante. E o Governo do Estado está contribuindo para o agravamento desta dificuldade.

Para reforçar os argumentos acima, solicito a leitura do pequeno artigo abaixo.

At//

Antonio Pastori 

Trem velho não é sucata; é cultura e educação, por Antonio Pastori (*)


Mais um pouco da memória ferroviária do Estado do Rio vai desaparecer em breve. Cerca de 97 vagões, ou melhor, carros de passageiros das décadas de 60, 70 e 80, vão ser leiloados até o final de julho/2015 pela SETRANS - Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro.
Esses carros serviram por muitos anos aos passageiros dos trens de subúrbio do Rio em momentos distintos operados por empresas distintas: Central do Brasil, CBTU, Flumitrens e Supervia. Um dos motivos de leilão é que, além do obsolescência do material rodante, os carros estão ocupando grandes espaços nos depósitos da Supervia em São Diogo e Deodoro, que precisam ser liberados para receber novos trens. Uma pena que após prestarem relevantes serviços tenham fim tão medíocre: virar sucata.

Não pense o leitor que trata-se de saudosismo piégas, pois esses carros poderiam ser reformados/adaptados para uso mais nobre, como por exemplo, bibliotecas, salas de educação para cursos de informática, oficinas de artesanato, escolinha de música, carpintaria, anfiteatro, café cultural, museu ferroviário, ponto de informações turística e mais uma dezena de usos - cadeia pública -, em face a enorme durabilidade, solidez e resistência ao tempo das suas caixas de ferro e aço, permitindo que durem ainda mais de meio século, mesmo se expostas ao tempo.

Segundo o Governo do Estado, os recursos arrecadados deverão ser reaplicados em melhorias no sistema de trilhos do Estado, o que será muito pouco vis a vis às demandas de investimentos bilionários que o modal ferroviário requer. O que será arrecadado nos leilões será muito pouco, pois cada carro pesa entre 15 e 20 toneladas e será vendido a preço de sucata de ferro (R$ 0,70/kg). 

Em suma, o que Estado deve arrecadar com a venda dos 97 carros deve ser inferior a um milhão de reais, quantia essa de pouca valia ao atual sistema ferroviário da RMRJ-Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Trata-se, portanto, de uma gota d'água no oceano.

Seria  muito importante que a SETRANS reservasse alguns desses carros  para uso mais nobre, conforme antes exemplificado nas fotos abaixo. 

Após reforma, seriam utilizados como Centro de Informações Turísticas e/ou Centro Cultural para preservação da memória ferroviária em cidades do Estado do Rio

Fica aqui a nossa sugestão na esperança de a ideia seja acolhida. Mas é preciso correr, pois o leilão deverá acontecer daqui há algumas semanas.


(*) pesquisador ferroviário e Vice-Presidente da AFPF-Associação Fluminense de Preservação Ferroviária Mestre em Economia e pós graduando em Eng. Ferroviária

















BRT: Piorando a vida das pessoas.

on terça-feira, 2 de setembro de 2014
Em postagens anteriores eu já havia denunciado alguns dos problemas do BRT, como no post http://professormoroni.blogspot.com.br/2014/07/brt-mal-comecou-e-os-problemas-ja.html, mas hoje a gestão PMDBista no RJ chegou ao seu ápice ao usar a costumeira repressão brutal contra manifestantes para tentar abafar os problemas do BRT:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/manifestacao-bloqueia-avenida-das-americas-zona-oeste-do-rio.html

http://oglobo.globo.com/rio/apos-protesto-que-fechou-avenida-brt-consorcio-sera-multado-em-1300-13799857

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/transito/noticia/2014/09/protesto-no-rio-para-70-onibus-e-afeta-13-mil-passageiros-diz-brt.html

Sim, como usuário do sistema de transportes eu digo que o BRT (da forma como está sendo implementado) foi a PIOR ideia em termos de transporte público e tem atrapalhado a vida de boa parte dos usuários (eu me incluo, pois passei a gastar mais e demorar mais para chegar onde eu preciso). As máquinas de recarga dos cartões muitas vezes não funcionam, o tempo aumentou, os acidentes aumentaram, as linhas se ônibus diminuíram, a lotação aumentou, não faltaram desapropriações para essa obra que não era a mais adequada, serviu apenas para fugir do projeto correto que era o metrô, o BRT (projeto adequado apenas para vias expressas) em bairros se torna inútil pois constantemente tem que parar em diversos sinais, os gastos subiram (afinal muitas vezes o número de conduções subiu além da regra do BU), ...

É necessário rever esse Bilhete Único vergonhoso. É hora de acabar com o limite de conduções utilizadas dentro do período do Bilhete Único.

Cadê nossos deputados que deveriam estar fiscalizando o governo estadual em seus abusos contra manifestantes, bem como lutando por melhorias e leis que atendam aos interesses da população.

Precisamos de deputados comprometidos com as causas populares e por um transporte público eficaz, planejado ouvindo a população atendida, para o povo que mais precisa. Eu me apresento como essa alternativa com coragem para lutar contra esse desastre PMDBista nos transportes do Rio de Janeiro, sou candidato novo e sem rabo preso. Vamos juntos!

BRT: Mal começou e os problemas já apareceram...

on domingo, 13 de julho de 2014

Já faz um bom tempo que venho criticando a forma como estão implantando os BRTs do Rio de Janeiro, simplesmente por não saber fazer a coisa certa para o local certo.
 
 
1) O sistema BRT é um sistema ideal para vias expressas, porém a Transcarioca foi implantada no meio de bairros residências muito povoados. Resultado? Excesso de sinais de trânsito que atrasam o trajeto, remoção de muitas casas e lojas, possível aumento da violência (quem mora em bairro cortado pela linha do trem ou outros sabe o quanto ela por vezes ajuda a aumentar a violência em um dos lados da mesma) e os acidentes constantes do BRT envolvendo pedestres e outros veículos.
 
2) A Guarda Municipal e a CET-Rio não sabem trabalhar com BRTs, certo dia estava em uma Van no bairro da Taquara e apesar do sinal estar vermelho, o guarda insistia para que os passageiros seguissem (hábito comum no Rio de Janeiro, onde o guarda de trânsito no local ele tenta sempre fazer diferente do que o indicado pelo sinal), porém o motorista da van (sabiamente) recusou e deixou o guarda irado... Instantes se passam e o BRT cruza a pista... Sim, se a van seguisse poderia ter sido pega pelo BRT e provavelmente eu não estaria aqui, aliás já tivemos um casal de moto sendo atropelado pelo BRT justamente por seguirem a ordem do guarda local. Lembrando que o BRT não tem como seguir orientação de trânsito, seguindo apenas a dos sinais, o que faz com que o guarda dê as ordens para a pessoa seguir e o BRT também esteja com ordens para seguir (sinal) e nisso pessoas morrem.

Obs.: Não estou negando a irresponsabilidade de muitos pedestres e motoristas, mas essa não é a única causa de acidentes e mesmo essas devem ser previstas e medidas tomadas para minimizar os riscos. Afinal, o irresponsável fere não só a si próprio, mas também os inocentes podem se ferir e/ou saírem prejudicados de alguma forma.
 
3) Algumas distâncias aumentaram e muito, seja por caminhos mais longos que o BRT usa (ex.: Taquara x Barra da Tijuca) ou seja também pelo longo intervalo entre os carros de um sistema que foi feito para que os outros meios de transporte (ônibus, trens, metrô, vans, ...) despejem seus passageiros nele...
 
Mas, isso não é tudo... Temos outros problemas no BRT:
 
 
 
Bagageiro? Seria uma ideia interessante e muito necessária no BRT que vai para o aeroporto, mas ele deveria ser colocado sobre os bancos e não em um canto do BRT distante dos bancos e tão perto da porta para facilitar os furtos... Dificilmente eu deixaria minha mala aí...

 

Mas e já ouviram falar de BRT (um ônibus articulado, sem nenhuma janela ou ventilação) e com ar-condicionado quebrado... Isso mesmo, hoje eu viajei em um forno com rodas:
 
 
Sem adequada manutenção e com um projeto/implementação com tantos erros, já podemos imaginar um futuro muito ruim para esse sistema...
 
E você? Encontrou algum problema a mais?


Plataforma Política: Empregabilidade e Transportes

on terça-feira, 8 de julho de 2014
O Rio de Janeiro é o Estado onde as companhias de transporte deitam e rolam em cima dos trabalhadores e usuários, além de ter um DETRAN extremamente ineficiente e caro (como o próprio transporte público do RJ.)

E por incrível que pareça para alguns, a questão da empregabilidade é bem afetada por problemas na área de transporte e outros.

Propostas:
  • Reduzir para 16 anos a idade mínima para posse em cargos públicos estaduais, da mesma forma como o vereador Felipe Rivello (PSB-RJ) fez na cidade de pinheiral.
  • Reduzir as taxas e tempo de processos no DETRAN-RJ, tornando a CNH mais acessível para as camadas mais pobres da sociedade, junto com a exigência de que o DETRAN uma autoescola popular para os que não tem condições de pagar por uma. Vale lembrar que a CNH é exigência para muitos empregos. Tornar mais barato, inclusivo (para deficientes) e ágil o processo de habilitação é um grande mecanismo de melhorar a empregabilidade da população mais carente, justamente a que mais necessita.
  • Proibir a privatização dos bondes e a renovação de qualquer concessão pública estadual na área de transportes ou criação de novas, permitindo que o Estado retome o controle sobre o atual sistema transportes que é caro, monopolista e de péssima qualidade...
  • Liberdade para as os motoristas individuais de vans intermunicipais poderem atuar, bastando participar de um cadastro no DETRAN e atenderem as necessárias exigências...
  • Estabelecer limites mais rígidos sobre os preços das passagens intermunicipais que tanto pesam no bolso do trabalhador.

.'. Por um Rio com mais Liberdade, Igualdade e Fraternidade!

Veja um pouco de minhas lutas nos outros posts de meu blog...

Os DETRANs não cumprem sua função social...

on sexta-feira, 4 de julho de 2014
Os DETRANs (especialmente o DETRAN-RJ) sempre foram um dos órgãos com o histórico mais problemático com a sociedade: Desde a época onde a venda de carteiras era generalizada, passando pela máfia dos zangões e chegando aos dias de hoje onde ainda não conseguem atender aos anseios da sociedade...

1) Primeiro começo com uma campanha postada pelo dep. federal (e candidato a senador pelo PSB-RJ) Romário postou em sua página:


"Galera, boa tarde!
Estou aderindo à campanha “DETRAN Sem Libras = Surdos Sem Acessibilidade”. O movimento começou em Sorocaba (SP) pelo educador e interprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) Alexandre Henrique Elias e exige um intérprete de Libras ou meios de adaptação que permitam a acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva nas provas do Detran.
Na foto, faço sinal de vergonha em Libras.
De acordo com Elias, muitos surdos já passaram pela agressão social em autoescolas e avaliações do Detran, sendo privados de um intérprete em Libras que lhe transmita significado das questões aplicadas ou provas adaptadas que facilitem sua compreensão.
Para quem não sabe, a Libras não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, reconhecida por lei, com gramática própria. Deficientes auditivos alfabetizados em Libras, nem sempre têm total compreensão da língua portuguesa e sua complexa estrutura gramatical.
Fiz uma consulta técnica à consultoria da Câmara dos Deputados e estou aguardando um parecer para agir da forma adequada e vou questionar oficialmente o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) sobre porque a Lei de Acessibilidade não está sendo cumprida. O Decreto nº 5.626/2005 estabelece que o Poder Público em geral deverá garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por meio do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras realizadas por servidores e empregados capacitados para essa função. O questionamento também fica para os Detrans de todo o Brasil: Por que a Lei não está sendo cumprida?
No início de junho, o Detran do Distrito Federal iniciou a aplicação de provas eletrônicas para candidatos com surdez. A iniciativa foi muito bem recebida por pessoas com deficiência. Ou seja, dá para promover acessibilidade, o que vemos é descaso. Para vocês terem noção, o Cássio de Sorocaba já foi reprovado 5 vezes no teste, ele precisa pagar R$ 170,00 a cada nova remarcação do exame.
Aconselho todos aqueles que se sentirem lesados no seu direito a procurarem o Ministério Público de seus estados ou municípios.
Sites, endereços e telefones dos Ministérios Públicos no meu site:http://bit.ly/1lWQjyE"

2) Muitos empregos exigem carteira de motorista (seja na categoria A, B, C, D ou E) e por vezes faltam profissionais habilitados para a área (sem isso necessariamente melhorar a forma como muitas dessas empresas tratam seus funcionários). Mas se ser motorista ou trabalhar com algo que exija habilitação (vendedores externos, ...) essa poderia ser uma saída para que muitas pessoas consigam alguma fonte de renda, os altos custos para a retirada da CNH já impedem isso. Um aluno (pagando à vista para ter desconto) não conseguirá encontrar uma auto-escola/moto-escola por menos de R$ 800,00 (se encontrar será uma exceção e nem estou falando da qualidade pois muitas dessas autoescolas apenas enganam os alunos de que ensinam algo) + R$ 215,44 de DUDA (http://www.detran.rj.gov.br/_documento.asp?cod=143#taxa) + R$ 139,00 de exames médicos e psicológicos (http://www.detran.rj.gov.br/_documento.asp?cod=120) = No mínimo 1154,00 sendo que boa parte das auto-escolas são bem mais caras do que R$ 800,00 e devido ao baixo número de treinos raramente alguém consegue fazer a prova sem pagar treinos extras e um simulado no dia da prova prática. Se não bastasse isso caso o aluno não passe na primeira prova, o que é muito provável já que a prova não mede a habilidade de dirigir no mundo real e evitar acidentes (a prova apenas mede a sua capacidade de decorar e repetir mecanicamente determinadas fórmulas de direção), aí lá se vão mais R$ 80,53 por cada re-exame. Ou seja, para tirar a CNH você tem que ter uns 2.000,00 disponíveis, mas quem busca o primeiro emprego e é de uma família pobre como vai ter esse dinheiro todo disponível? E isso eu estou falando para as carteiras A (moto) e B (carro), tudo piora se formos falar das carteiras C (caminhão), D (ônibus), E (carreta)... O DETRAN, que poderia servir para facilitar a inclusão social e melhorar as condições de vida das pessoas, acaba por atrapalhar as mesmas.




Precisamos que os DETRANs estejam preparados para atender adequadamente os surdos, precisamos também que os DETRANs mantenham Centros Populares de Formação de Condutores, permitindo aos tem condições financeiras de pagar uma auto-escola/moto-escola fazer o curso gratuitamente, além disso os mesmos deveriam isentar de taxas ao menos aqueles que atendam determinados requisitos sociais/econômicos.

BRT: o PIOR de todos os caminhos

on quarta-feira, 4 de junho de 2014
O atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro insiste em propagandear as maravilhas que o sistema de BRT vai trazer para a população carioca. Mas será que o BRT será mesmo algo bom?

Quem conhecia a linha Transoeste do BRT sabe que as poucas vantagens que ela trouxe poderiam ter sido feitas de outra forma mais eficaz e que essa linha sofre com vários problemas:

  • Os ônibus vivem lotados e não bastando o interior dos ônibus parecer uma lata de sardinha, no exterior já há uma fila gigante para lotar os próximos.
  • Só dá para entrar com o Rio Card e por isso muitas vezes você fica em uma situação complicada por isso, tendo que caçar uma máquina de recarga (quando tem uma funcionando) ou então como já aconteceu comigo na Estação Pingo D´Água de a máquina estar quebrada e pelo horário não ter mais ninguém para recarregar o meu cartão.
  • Falta de informações sobre as linhas e/ou informações erradas, o app do BRT no celular simplesmente não funciona direito (e tem inúmeras críticas) e muitas vezes você pega um ônibus que supostamente seria expresso, mas ele começa a funcionar como parador.
  • Ecologicamente falando o BRT não melhora muito o quadro dos transportes do RJ...



Mas e aí? Bem se tudo isso não era suficiente, ainda há o fim de muitas linhas para que se tornem linhas abastecedoras. E qual é o problema? Para muitas pessoas o número de conduções por dia vai AUMENTAR!

Exemplo: Um morador de Sulacap ou da Praça Jaurú que desejava ir até o Downtown ou até a Zona Sul e que bastava pegar o ônibus 888 (antigo 754) no primeiro caso direto até o shopping ou soltar no Terminal Alvorada para pegar outro (usando o bilhete único) até a Zona Sul. Agora ele terá que pegar a linha alimentadora até a estação do BRT da Taquara, pegar o BRT (gastando seu bilhete único) até o Terminal Alvorada e depois pegar um terceiro ônibus até o seu destino final. Aumento de conduções = Mais tempo perdido + dinheiro gasto - conforto...*

Não bastando o serviço ineficiente, as obras do BRT estão destruindo vários bairros (a Taquara ficou horrível após as obras), houveram muitos despejos de pessoas carentes e a insegurança tende a aumentar nos bairros que agora estão cortados ao meio (dificultando a mobilidade de pedestres). E claro, embora a culpa não seja só do BRT, o projeto do mesmo ajudou e muito a tornar a cidade mais cinza e matar as cores dos bairro.

OBS.: Outro problema é que deveriam usar passarelas mais altas nas linhas do BRT, pois na Taquara vira e mexe uma carreta (mesmo que esteja ali indevidamente) esbarra na passarela e qualquer hora vai acontecer uma tragédia por ali.

Em resumo: Sabe quem é que vai ganhar mais com o BRT? As empresas de ônibus e eventualmente a população vai sair prejudicada (ao menos por conta da forma como o BRT está sendo feita).

Até quando vamos continuar com a herança maldita de JK (rodoviarismo)? Custa entender que ônibus (mesmo o do BRT) não é um transporte eficiente (tanto para a população quanto para o meio ambiente)?

*Um bom tempo depois de meu post ser divulgado pela internet, o governo resolveu divulgar o seguinte cartaz onde soluciona o trajeto citado pois inclui a integração alimentadora + BRT + trem e a alimentadora + BRT + Intermunicipal... O problema é que Convencional + BRT + Convencional (o que desafogaria as alimentadoras e abriria muitos trajetos alternativos) fica de fota da integração, metrô não integra com o BRT de jeito nenhum (um absurdo) e a integração van + BRT + Alimentadora ou Van + BRT + ônibus também não vai sair até o momento... Não que eles estejam muito preocupados com o povo, afinal nem se preocuparam em ligar a estação de trem e de BRT em madureira para que os trabalhadores tenham que dar um grande passeio entre um e outro (e olha que bastava uma pequena passarela)...

#SomosTodosRodoviários e +1 tapa na cara do sindicalismo pelego!

on quinta-feira, 8 de maio de 2014

No ano novo eu já havia falado que 2014 prometia, mas não só prometeu como tem cumprido e vai cumprir ainda muito mais...

Depois dos garis que tiveram uma vitoriosa greve apesar da traição do sindicato (ligado a UGT que é apoiada pelo PSDB, PTB e outros do tipo), aliás traição da direção do sindicato (ligado a CSP-CONLUTAS apoiada pelo PSTU e setores do PSOL, que até acerta algumas vezes mas não podemos deixar criticar quando erra) foi o que vimos também greve dos professores que a direção conseguiu desmobilizar, agora temos uma greve dos rodoviários independente do seu sindicato (ligado a Nova Central que foi fundada com apoio do PMDB).

A mídia, para variar, faz seu trabalho sujo de colocar a população contra com a mesma tática:
- Acusar de vandalismo.
- Desmerecer as críticas dos grevistas (e daí que eles estão passando necessidade?).
- Apoiar os grupos pelegos e tentar fingir que são poucos grupos.
- Tentar dizer que a greve atrapalha a vida da população. (Claro, o sistema de transporte rodoviarista e oligárquico é que é bom pra população segundo a Globo).

A Prefeitura do Rio de Janeiro segue seu papel como fiel lacaia das empresas de ônibus e junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, ao invés de forçar as empresas a reduzirem sua absurda margem de lucro para melhorar os serviços e tratar os trabalhadores com dignidade (sem aumentar a passagem ou o subsídio, se alguma empresa não gostar pode devolver a concessão para o governo já que o transporte é PÚBLICO e não PRIVADO), prefere também jogar a população contra a greve ameaçando com mais aumentos (desnecessários)

Agora nada vai me tirar a satisfação de ver os pelegos do sindicato que ontem diziam que apenas 1% da categoria iria aderir e agora com cara de trouxa estão desesperados sem entender o que houve e ficam tentando atacar dizendo que há apoio de grupos políticos, ou seja a Nova Central que nasceu com apoio do PMDB que acusar outros de terem apoio político (e se tivessem? Onde está a ilegalidade nisso)...

Os sindicatos são vitais, o problema está nas direções e devemos lutar para disputar e tomar as direções sindicais, mas até conseguirmos fazer isso que façamos nossa organização independente dos mesmos sindicatos.

Todo o apoio a greve dos rodoviários!
#SomosTodosRodoviários

1001: Monopólio, preços absurdos e até passagens falsas...

on segunda-feira, 5 de maio de 2014
Especialmente quem mora na Região dos Lagos, Norte ou Noroeste Fluminense sabe como é o monopólio da 1001 na Região, com passagens a preços absurdos (sem nenhuma atitude por parte do Estado, mas o que esperar de um governo que nas passagens da Região Metropolitana ele prefere dar dinheiro para as empresas ao invés de impedir os aumentos abusivos) e ele total descaso com o consumidor.

Faz pouco tempo que passei uma situação muito surreal, mas extremamente comum em especial nos feriadões como esses que tivemos, que foi a de comprar uma passagem no site da empresa (em um ônibus quase lotado) e que pasmem, o ônibus não existia e a própria empresa vendeu uma passagem falsa...



O mais impressionante é que ao falar sobre isso com outras pessoas, descobri que é algo comum ATÉ comprando na própria rodoviária. É tanto absurdo junto que fica até difícil de falar algo...

O resumo da ópera é que após muito mofar (esperando um ônibus inexistente), a passagem foi trocada para um outro ônibus (e lá vai mais espera, tanto da minha namorada que viajaria quanto minha que aguardava na rodoviária). Nenhum satisfação, nenhuma compensação, nenhum pedido de desculpas ao menos...

Reclamações contra esse grupo monopolista não são nem um pouco novas:
http://fmanha.com.br/blogs/marcobarcelos/2012/10/23/um-monopolio-de-servicos-de-pessima-qualidade-%E2%80%93-leia-se-1001/

Cadê o poder público?

O fiasco PMDBista nos transportes do RJ

on quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
2013 foi um ano incrível por conta das manifestações que tomaram conta do país, e embora as manifestações não fossem APENAS pelo aumento nos transportes, ainda sim estas manifestações tiveram um início na luta contra o aumento.

As empresas de transportes do Rio de Janeiro (ônibus, trem e metrô) tem passagens muito caras com um serviço de péssima qualidade e são tratadas com todas as benesses pelos governos do Estado e prefeitura (no caso a prefeitura da Capital, embora sabemos que outras prefeituras no Estado também tratam tais empresas com um amor especial.), não bastando até o governo federal (que não atoa é da mesma aliança PMDB-PT que governa Estado e município) tem tratado as mesmas empresas com regalias.


Sim, é isso mesmo... O governo reduz o quanto as empresas de ônibus vão pagar e elas aumentam o quanto o povo vai pagar. (ou seja o povo perde duas vezes: menos dinheiro nos cofres públicos que poderiam ser usados em benefício da população e mais gastos nas passagens em si.). Por todo o Estado o aumento pode ser sentido, já que o governo ao invés de reduzir os lucros exorbitantes dessas empresas optou por aumentar os lucros das empresas com o prejuízo do povo...

É hora de voltar para as ruas (e lembrar disso tudo também nas eleições).

Fora Cabral, vá com Paes e Dilma vez!


Bônus:
O meu amigo Renato Bacon, fez uns comentários também sobre as novas regras de táxi do Rio de Janeiro e como tanto o governo do Estado quanto a prefeitura do Rio de Janeiro são governados pela mesma corja, acho que os comentários do companheiro Renato são bem pertinentes:
"- rodar no minimo 40 horas por semana - SOU CONTRA. TOTALMENTE. o cara é autônomo e tem que fazer o horário dele.

- ter GPS - FAVORÁVEL. mostra o melhor caminho e o passageiro é menos enrolado

- ter porta-mala grande - CONTRA.

- o veículo não pode ter mais de 6 anos de uso (!!!) - CONTRA. Um carro 2006 tá novão ainda, pô.

- proibição do insufilme - CONTRA. Insulfilme é segurança

- ar condicionado obrigatório - FAVORÁVEL. sempre xingo a mim mesmo quando entro num taxi sem ar.

- o taxista que se recusar a fazer uma corrida pra determinado bairro, será multado - TOTALMENTE FAVORÁVEL. Já cansei de ouvir "pra cordovil eu não vou"
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/conheca-novas-regras-que-terao-que-ser-seguidas-por-taxistas-do-rio.html

O privado é sempre melhor?

on quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


Existe uma lenda que diz que quando você privatiza algo ele magicamente melhora... Se privatizar a educação ela será melhor, se privatizar a saúde será melhor, se privatizar os transportes será melhor e por aí vai...

Pena que tal lenda não resiste a uma análise dos fatos:

1) Quando há boa vontade política as instituições públicas são iguais ou melhores que as particulares de modo geral. Não é atoa que as universidades públicas é que são tão concorridas e as particulares não (sem desprezar a qualidade das últimas, onde eu mesmo já estudei)... Temos muitos colégios de referência que são públicos (Colégio Pedro II, CEFET, FAETEC, escolas militares, ...) e na lista das escolas melhor colocadas no ENEM vemos que algumas públicas se destacaram:

http://www.ifb.edu.br/planaltina/noticias/5928-medias-do-enem-2012-revelam-melhores-resultados-das-escolas-federais-e-boa-colocacao-do-campus-planaltina

http://www.purebreak.com.br/noticias/enem-escolas-federais-tem-melhor-desempenho-entre-instituicoes-brasileiras/1281

Obs.: Ao contrário de muitos não acho que federalizar a educação seja a solução (Não faltam instituições federais caindo aos pedaços, queremos é boa vontade política para uma gestão eficaz).

2) Como já falei em um post anterior, quase sempre, o governo continua bancando as melhorias e manutenção do que foi privatizado (por vezes até ainda libera uns subsídios para que ajudar nos custos, o que na prática é o governo dando dinheiro para aumentar os lucros do empresariado. Ex.: As passagens de ônibus do Rio de Janeiro que são subsidiadas pela prefeitura). Ou seja, o governo dá a empresa para a iniciativa privada, cobre os custos e ainda deixa o empresariado com os lucros... Só em casos de uma relação escusa entre governo e empresários é que dá para enteder o que faz alguém preferir isso...

http://professormoroni.blogspot.com.br/2013/12/onus-publico-e-bonus-privado-realidade.html

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,por-que-o-subsidio-de-onibus-e-tao-alto-na-cidade,1035060,0.htm

3) Se quando é público fica ruim pela falta de vontade política em uma boa gestão e também pelo sucateamento (promovido para desacreditar o que é público e abrir caminho para a privataria), quando é privatizado muitas vezes não vemos nenhuma melhoria (ou poucas já que depois de anos e anos após privatizado ainda vemos a Supervia usando trens do período estatal, e os que estão reformados não é raro encontrarmos a placa dizendo que o dinheiro da reforma é do governo) e por vezes vemos até tudo piorando (vide o Metrô-Rio que ficou muito pior depois da privatização) e soma com isso a falta de fiscalização (se não havia boa gestão pública da empresa, não haverá boa gestão pública da empresa reguladora) e o aumento cada vez maior dos custos para o cliente (e para o governo)...

4) Não sou de todo estatista, até acho que alguns setores podem ter a participação da iniciativa privada (telefonia por exemplo, embora as empresas privadas deste setor não sejam lá das melhores), mas monopólios naturais (trens, metrôs e outros) que não tem como ter concorrência direta (e quem disser que os trens do RJ concorrem com os ônibus e/ou com o metrô não conhece a realidade fluminense) ou então em setores fundamentais (saúde, educação, segurança) devem continuar públicos... (Mas nos 2 primeiros casos, em especial na educação é viável manter instituições privadas junto com públicas. Ex.: escolas confessionais)

5) Mesmo o que sempre foi privado não necessariamente é melhor que o público, eu já fui melhor atendido e com mais rapidez pelo SUS em Conservatória e quando levei minha namorada no posto de saúde de Rio das Ostras do que quando eu fui num hospital particular da Taquara (Rio de Janeiro/RJ) que vou desde criança e que cada vez eu mofo mais na fila de espera...

6) Outra lenda que temos que ter cuidado é a de que o funcionário público não trabalha e não tem interesse (quem conhece a luta dos professores da rede pública que enfrentam todo o tipo de adversidades para cumprir seu trabalho sabe que não é assim) e esquecem que só o funcionalismo público concursado (compromissado com a sociedade e não com um patrão ou um político) é que pode enfrentar os erros do sistema sem tanto medo de represálias...

Em suma, sei que a discussão não vai se esgotar aqui, mas insisto que os problemas de nossos serviços públicos devem ser resolvidos com uma boa gestão e não com a privatização. Dinheiro não falta e a privatização não elimina os gastos, além de ser temerário entregar os interesses públicos nas mãos dos interesses individuais. Precisamos também aumentar o controle da sociedade sobre todas as esferas públicas e seus serviços (aprofundando os mecanismos de democracia direta).

Em outros posts vou tocar nas falácias do liberalismo como a de que a concorrência necessariamente gera preços mais baixos e serviços melhores, .... (Não percam os próximos episódios rsrsrsrsrs)

Enquanto isso, recomendo um excelente texto:

"A democratização da sociedade começa com a democratização do Estado, revertendo sua vocação antipovo e autoritária, isto é, rompendo com a persistente dicotomia entre Casa Grande e Senzala, senhor e servidor, sujeito e objeto, possuidor e possuído.  Democratizar o Estado é também pô-lo para funcionar. Nossas elites pervertidas    clamam pelo ‘Estado mínimo’ porque  sua inação só prejudica aos pobres   aqueles  que efetivamente precisam de transporte público de massa eficiente e gratuito (que  as elites não reclamam por disporem  do transporte individual), da escola pública universal e de qualidade (de que não carece a classe média, servida pela escola privada), que requer professores bem preparados e bem pagos, do serviço universal e eficiente de saúde no seu sentido mais amplo, o que requer mais médicos e médicos bem preparados e bem pagos, do saneamento básico que não chega nem à periferia nem aos bairros populares, de segurança pública e de polícia cidadã. Um Estado desburocratizado, um serviço público democrático, significam a transição do Estado-snowden, ou orwellliano, para o Estado democrático-participativo, indutor do desenvolvimento. Um Estado transitando permanentemente da democracia representativa para a democracia participativa.  Esse é o Estado que almejamos, o Estado possível mesmo nas circunstâncias atuais."

Para ler o texto completo:
http://www.cartacapital.com.br/politica/dos-fins-do-estado-de-socialismo-e-socialdemocracia-8927.html

Ônus público e bônus privado. A realidade sobre as privatizações.

on sábado, 28 de dezembro de 2013
Eu planejava não postar nada antes de 2014, mas mudei de planos pois há um excesso de assuntos para serem tratados aqui ainda.

Quando se fala das privatizações temos logo dois pensamentos:
1) A esperança por melhorias, já que os nossos serviços públicos são constantemente sucateados.
2) Aqueles que questionam a privaitzação, falando até com justeza de que o serviço continua ruim e tudo o mais.

Ambas as linhas de pensamento esquecem completamente do lado mais bizarro das privatizações. Imagine você que vai haver uma festa, você compra um bolo para ser vendido nessa festa e ao chegar na festa descobre que apenas você está lá e será o único que vai consumir o bolo (e vai ter que comprar pois não há mais nada para ser comprado)... É isso que acontece com as nossas privatizações, o povo (através do governo) investe seu dinheiro nos meios de transporte para alcançar melhorias e alguém se encarrega de vender o serviço novamente para o próprio povo. (quem mais consumiria?)

Em 1998 os trens do RJ (FLUMITRENS) foram privatizados, porém o governo do Estado continua pagando pelas eventuais melhorias do péssimo serviço enquanto a SUPERVIA apenas recolhe os lucros.
Aquele blábláblá de que privado é melhor, em especial em setores que não tem como ter uma concorrência direta NA PRÁTICA (dizer que os trans concorrem com os ônibus é fantasioso e só poderia ser dito por quem não tem usa os transportes públicos do RJ), é pura conversa fiada pois as "melhorias" são feitas pelo próprio governo tal como se público ainda fosse.

Falta de vontade política é o que faz com que quando o transporte é público e qualquer eventual lucro/retorno seria do próprio governo ele não tenha dinheiro para investir, mas basta privatizar que no dia seguinte não falta dinheiro para fazer os empresários lucrarem enquanto o povo fica no prejuizo (perde o dinheiro dos impostos, tem tarifas aumentadas, serviço continua ruim, ...). Sendo algo tão estúpido e que gera tanto prejuízo para a população o que faz com que algum governo faça isso? Fica a dica...
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,mulher-de-cabral-defende-concessionaria-do-estado,500569,0.htm

Mas não pensem que foi um caso isolado não... Olha aí acontecendo cada vez mais:
http://www.diariodopoder.com.br/noticias/galeao-foi-privatizado-mas-investimento-e-publico-2/

OBS.: Concessão (NA PRÁTICA) é privatização! Para entender melhor (e não cair no conto da turma governista): http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Privatizacao-e-concessao-sutilezas-de-uma-falsa-polemica/26724