Intolerância nas escolas

on domingo, 22 de setembro de 2013
Uma das situações mais tristes que pude viver em sala de aula foi quando ao ser solicitado pela escola para elaborar um trabalho que deverá ser apresentado em uma feira integrada na escola que trabalho no município de Queimados / RJ.
Bem já que minha formação é em Geografia e minha linha de pesquisa sempre foi em Geografia Cultural/Geografia das Religiões pensei em montar uma forma das turmas trabalharem o tema de "Tolerância e Liberdade Religiosa: Por uma Cultura de Paz", mas para meu espanto muitos alunos se recusavam até a escrever o nome de outras religiões (especificamente Umbanda e Candomblé) em seus cadernos em um texto sobre tolerância religiosa. Isso não é novidade, vide uma notícia já bem antiga:
http://acritica.uol.com.br/noticias/Amazonas-Manaus-Cotidiano-Polemica-alunos-professores-trabalho-escolar-afro-brasileiro-evangelicos-satanismo-homossexualismo-espiritismo_0_808119201.html

Ainda tentei explicar aos alunos como cristão que estudar e/ou respeitar algo não significa que você esteja se tornando adepto daquilo e tudo o mais, porém não deu muito resultado. Alguns alunos alegavam inclusive que por eles não teriam problema mas eles tinham até medo de falar sobre isso com os pais. Ao contrário do que muitos podem imaginar não haviam só evangélicos entre os alunos (e nem todos os evangélicos se incomodaram), na verdade estamos em uma era de fundamentalismo religioso em vários segmentos.
Por isso sempre defendi que aulas não-confessionais de ensino religioso (Sem puxar sardinha para nenhuma religião mas focando na história, geografia, enfim nas ciências da religião em geral) seriam importantíssimas para a cultura de tolerância nas escolas e consequentemente na sociedade como um todo, afinal já que muitas vezes o aluno não tem outro ambiente que o ensine a pensar de uma forma tolerante a escola assumiria tal função visando a manutenção de uma sociedade democrática.

Vale lembrar que o fundamentalismo religioso tem preocupado inclusive organizações religiosa:
http://www.paroquiadainclusao.com/site/?p=14133

Quanto ao que eu fiz em sala de aula? Bem com certeza eu não desisti e em breve poderei falar melhor dos resultados.

1 comentários:

Gabriel D'Avila disse...

Realmente é triste essa intolerância religiosa. Lembro-me quando minha professora de português tentou passar um simples texto que não falava nem da religião, mas sim, da cultura. Mas mesmo assim alguns alunos se recusavam a ler o texto em voz alta para não pronunciar algumas palavras e nomes da religião em questão.

Eu como cristão abomino qualquer preconceito religioso

Postar um comentário